A ideologia alemã
Obra de Marx e Engels; ''A Ideologia Alemã“ redigida em 1847, expõe de forma sistemática os princípios do materialismo histórico e do socialismo científico, faz uma crítica geral à filosofia especulativa, porém, só foi publicada em 1932 na União Soviética.
Alguns fragmentos importantes existentes na obra poderão sinalizar novos campos de pesquisa, para o turismo e o lazer, pois o importante é aprofundar estudos dentro de outros patamares teóricos, que tragam para o interior da academia a discussão e o debate sobre o fenômeno turístico.
Critica ao programa de gotha
Este trabalho tem, além disso, outra significação de alcance ainda maior. Nele é exposta pela primeira vez, com clareza e firmeza, a posição de Marx em face da tendência traçada por Lassalle desde que se lançou à agitação, tanto no que se refere aos seus princípios econômicos, como à sua tática. O rigor implacável com que é esmiuçado aqui o projeto de programa, a inexorabilidade com que são expressos os resultados obtidos e postos de relevo os erros do projeto; tudo isto,. hoje, passados quinze anos, já não pode ferir ninguém. Lassallianos irredutíveis restam apenas - ruínas isoladas no estrangeiro, e o programa de Gotha foi abandonado em Halle, como absolutamente inservível, inclusive por seus próprios autores .
Manifesto comunista
O Manifesto Comunista foi escrito muito pouco antes de estourar a revolução de 1848. Foi escrito e publicado em alemão em Londres: a Liga Comunista, da qual saiu, era, em todos os sentidos uma organização alemã. Seu chamado aos trabalhadores de todos os países para que se unissem era completamente internacional; os alemães que o aprovaram eram operários de mentalidade internacional, que viveram desterrados de sua própria nação e tomaram parte nos movimentos operários dos países em que temporariamente residiram, sobretudo da França. Acreditavam que era sua missão substituir os franceses como líderes doutrinários do proletariado mundial, ou pelo menos isso acreditava Marx e eles o aceitaram.
O 18 brumario de Luis Bonaparte
O 18 Brumário é um texto de grande significação para as Ciências Sociais, não só pelo seu conteúdo como pela metodologia empregada. Trata de um período importante da história da França, quando se desenvolveram idéias que influenciariam os movimentos políticos em todo o mundo, até nossos dias. Marx, com um conhecimento profundo do período e utilizando um método rigoroso, soube interpretá-lo com profundidade.
Para uma critica da economia política
Indivíduos que produzem em sociedade, ou seja a produção de indivíduos socialmente determinada: eis naturalmente o ponto de partida. O caçador e o pescador individuais e isolados, com que começam Smith e Ricardo, fazem parte das ficções pobremente imaginadas do século XVIII; são robinsonadas que, pese embora aos historiadores da civilização, não exprimem de modo nenhum uma simples reação contra um refinamento excessivo e um regresso aquilo que muito erradamente se entende como vida natural. O “contrato social” de Rousseau, que estabelece conexões e laços entre sujeitos independentes por natureza, tampouco se baseia em tal naturalismo. Este naturalismo não é senão a aparência, e aparência puramente estética, das grandes e pequenas robinsonadas. Na realidade, trata-se antes de uma antecipação da “sociedade civil”, que se preparava desde o século XVI e que no século XVIII marchava a passos de gigante para a maturidade. Nesta sociedade de livre concorrência, cada indivíduo aparece desligado dos laços naturais, etc., que, em épocas históricas anteriores, faziam dele parte integrante de um conglomerado humano determinado e circunscrito. Este indivíduo do século XVIII é produto, por um lado, da decomposição das formas de sociedade feudais, e por outro, das novas forças produtivas desenvolvidas a partir do século XVI. E, aos profetas do século XVIII, (sobre cujos ombros se apóiam ainda totalmente Smith e Ricardo), este indivíduo aparece como um ideal cuja existência situavam no passado; não o vêem como um resultado histórico, mas sim como ponto de partida da história. É que, segundo a concepção que tinham da natureza humana, o indivíduo nao aparece como produto histórico, mas sim como um dado da natureza pois, assim, está de acordo com a sua concepção da natureza humana. Até hoje, esta mistificação tem sido própria de todas as épocas novas. Stuart, que se opôs em muitos aspectos ao século XVIII e que, dada a sua condição de aristocrata, se ateve mais ao terreno histórico, evitou esta puerilidade.
Teses sobre Feuerbach
A principal insuficiência de todo o materialismo até aos nossos dias - o de Feuerbach incluído - é que as coisas [der Gegenstand], a realidade, o mundo sensível são tomados apenas sobre a forma do objeto [dês Objekts] ou da contemplação [Anschauung]; mas não [são tomados] como atividade sensível humana, praxes, não subjetivamente. Por isso aconteceu que o lado ativo foi desenvolvido, em oposição ao materialismo, pelo idealismo - mas apenas abstratamente, pois que o idealismo naturalmente não conhece a atividade sensível, real, como tal. Feuerbach quer objetos [Objekte] sensíveis realmente distintos dos objetos do pensamento; mas não toma a própria atividade humana como atividade objetiva [gegenständliche Tätigkeit]. Ele considera, por isso, na Essência do Cristianismo, apenas a atitude teórica como a genuinamente humana, ao passo que a praxe é tomada e fixada apenas na sua forma de manifestação sórdida e judaica. Não compreende, por isso, o significado da atividade "revolucionária", de crítica prática.